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IPTU 2026: entenda por que o valor mudou e como o imposto é calculado

por | dez 28, 2025 | Últimas notícias

Quem abriu o carnê do IPTU 2026 e percebeu diferença no valor pode ficar atento: não houve aumento real do imposto em Campo Grande. A Prefeitura esclarece que o cálculo considerou apenas a atualização monetária prevista em lei, baseada na inflação oficial do país.

De acordo com o diretor-executivo da Secretaria Municipal de Fazenda, Ricardo Viera, o reajuste aplicado foi de 5,32%, índice do IPCA-E, que reflete a variação do custo de vida. Segundo ele, a base de cálculo dos imóveis não foi alterada. O objetivo foi apenas manter o valor do imposto compatível com os custos atuais da cidade, sem acréscimos além da inflação.

A Prefeitura também reforça que a Planta Genérica de Valores, usada como referência para o IPTU, não sofreu reajuste acima da inflação. Em alguns casos, o valor final pode variar em relação ao ano anterior por conta de atualizações cadastrais, e não por aumento do imposto.

Nos imóveis construídos, mudanças como ampliação da área podem gerar essa diferença. Se uma residência passou, por exemplo, de 100 para 150 metros quadrados, o imóvel se torna maior e mais valorizado, o que leva à atualização do cadastro.

Já no caso de terrenos, o valor do IPTU pode mudar conforme as melhorias existentes no entorno, como rede de água, energia elétrica, esgoto, pavimentação, escolas ou unidades de saúde próximas. Nessas situações, a alíquota aplicada pode variar entre 1% e 3,5%, de acordo com a quantidade de melhorias identificadas.

Alguns contribuintes questionam por que obras e melhorias feitas há anos só impactaram o imposto agora. A explicação é que essas informações podem ser identificadas posteriormente por meio de vistorias ou atualização dos sistemas. Mesmo assim, a Prefeitura decidiu não cobrar valores retroativos. A cobrança passa a valer apenas a partir da atualização, para evitar prejuízo ao contribuinte.

A taxa de coleta de lixo também foi reajustada somente pelo índice inflacionário. Em determinados bairros, pode ter ocorrido um reenquadramento do perfil socioeconômico, com base em estudos técnicos realizados com apoio da Fundação Getulio Vargas e dados do IBGE. Esse enquadramento pode resultar tanto em aumento quanto em redução da taxa, conforme a evolução da região ao longo do tempo.

Todas as informações detalhadas estão disponíveis no próprio carnê do IPTU. Nele, o contribuinte pode conferir o valor venal do imóvel, a área construída, a alíquota aplicada e possíveis atualizações cadastrais. A comparação com o carnê do ano anterior ajuda a entender se houve apenas a correção pela inflação ou alguma alteração no cadastro.

O dinheiro arrecadado com o IPTU retorna para a cidade. Os recursos são utilizados para manter e melhorar serviços essenciais, como saúde, educação, obras de infraestrutura, pavimentação, iluminação pública, limpeza urbana, coleta de lixo, assistência social e manutenção da máquina pública.

Para quem optar pelo pagamento à vista em 2026, o desconto será de 10%. Embora menor do que em anos anteriores, o percentual ainda está acima da média de grandes cidades brasileiras. Em São Paulo, por exemplo, o desconto é de 3%, e no Rio de Janeiro, de 5%.

Em caso de dúvidas, os contribuintes podem buscar atendimento pelos canais oficiais da Secretaria Municipal de Fazenda ou na Central de Atendimento ao Cidadão.

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