Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles
O transporte aéreo brasileiro pode enfrentar turbulências nos próximos dias, em plena reta final de 2025. O Sindicato Nacional dos Aeronautas anunciou estado de greve e convocou uma assembleia geral extraordinária para a próxima segunda-feira, 29 de dezembro, quando pilotos e comissários decidirão se irão paralisar as atividades.
A assembleia está marcada para as 9h30, na sede do sindicato, em São Paulo. A categoria reivindica reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho. O estado de greve foi decretado após a rejeição da proposta das companhias aéreas para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho.
A votação foi encerrada na segunda-feira, 22 de dezembro. Do total de votos, 49,31% foram contrários à proposta patronal, 49,25% favoráveis e 1,44% de abstenções. As negociações envolvem as companhias Azul e Gol. Os pilotos da Latam, por sua vez, aprovaram em dezembro os acordos coletivos apresentados pela empresa.
Entre as principais reivindicações dos aeronautas estão a recomposição salarial pelo INPC acrescida de 3%, reajuste do vale-alimentação pelo INPC mais R$ 105, ampliação da previdência privada, aumento das diárias internacionais em voos para a América do Sul, Estados Unidos e América Central, além do pagamento em dobro da hora noturna. A categoria também destaca o combate à fadiga como pauta prioritária, por envolver a saúde dos tripulantes e a segurança das operações aéreas.
Como contraproposta, o Tribunal Superior do Trabalho apresentou uma nova sugestão que prevê reajuste salarial pelo INPC mais 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. A proposta será analisada na assembleia da próxima segunda-feira.
Caso a greve seja aprovada, a paralisação não ocorrerá de forma imediata, já que a legislação exige um prazo mínimo de 72 horas antes do início do movimento. Até lá, pilotos e comissários seguem trabalhando normalmente.
O impasse ocorre às vésperas do período de maior demanda do transporte aéreo, durante as festas de fim de ano, e pode afetar voos no Ano Novo. Em nota, o Sindicato Nacional dos Aeronautas afirmou reconhecer os transtornos que uma eventual greve pode causar aos passageiros, mas destacou que a mobilização é o último recurso diante da falta de acordo nas negociações. Segundo a entidade, a valorização dos profissionais é fundamental para garantir a segurança e a qualidade da aviação civil no país.










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