Por Rosildo Barcellos
O presente artigo tem a intenção de alertar para os males do Glaucoma. Se não
observarmos com antecedência pode ser bem mais difícil uma recuperação. Em
contrapartida existem uma série de fatores de risco que favorecem o aparecimento da
doença. Este artigo serve para iniciar o debate e lembrar dos cuidados. Alguns fatores
que contribuem para o desenvolvimento da doença, fique atento a: estar acima dos 40
anos, casos da doença na família, uso prolongado de colírios e outros medicamentos
com corticoides, ser afrodescendente. Além disso, outros quadros clínicos podem ter
relações diretas com o glaucoma: Diabetes tipo 2: amplia a chance de desenvolver a
doença em 35%; e Hipertensão arterial: amplia em 17%.A doença pode se desenvolver
durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma. Os sintomas só aparecem na
fase mais avançada, quando a pessoa começa a esbarrar nas coisas, pois está perdendo a
visão periférica (vê bem o que está na sua frente, mas não enxerga o que está dos lados).
O glaucoma é diagnosticado quando a pessoa faz exame oftalmológico cuidadoso e o
médico mede a pressão intraocular. Às vezes podem ser necessários outros exames,
como de fundo de olho e campo visual. O glaucoma é uma doença que não mostra
sintomas veementes e de imediato.
Ela é causada pela dificuldade de drenagem do humor aquoso, um liquido produzido
dentro do olho com a função de nutrir as estruturas intraoculares e oculares O glaucoma
primário de ângulo aberto, o mais comum nas pessoas, não apresenta sintomas na
maioria dos casos. Já o glaucoma de ângulo fechado é um tipo diferente, que ocasiona
pressão alta e outros sintomas como: olhos muito vermelhos e dores no olho e na
cabeça.
Outrossim, o glaucoma congênito, que é hereditário, é detectado nos primeiros dias de
vida dos bebês e é tratado por meio de uma cirurgia. A adesão ao tratamento do
glaucoma tem sido um grande desafio. Os principais fatores relacionados a não adesão
ao tratamento do glaucoma são a falta de informação sobre a doença, dificuldades na
administração dos medicamentos, o esquecimento, a falta de recursos financeiros.
Acrescente a estes fatores, o uso incorreto do colírio é considerado uma das mais
importantes causas da falta de adesão do paciente. Um estudo recentemente
publicado, revelou que 80% dos pacientes com glaucoma, não foram capazes de
administrar corretamente o colírio. Alguns deles deixavam o medicamento escorrer pela
a face, outros fechavam os olhos após a aplicação e outros até chegaram a encostar o
frasco do medicamento no globo ocular.
Apenas 8,57% dos pacientes foram capazes de fazer a instilação correta do colírio. O
uso incorreto do colírio é responsável por agravar a doença em 65% dos pacientes (45%
por descontinuidade do uso de colírio e 20% por interrupção da medicação) que estão
em tratamento para glaucoma no Brasil. Portanto, é de extrema importância a
manutenção e o reforço destas orientações.
*Articulista
Uma diferença no olhar

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