A liberdade de Monique Medeiros reacendeu a revolta de Leniel Borel, pai de Henry Borel, morto aos 4 anos em um dos casos criminais que mais chocaram o país nos últimos anos. Em entrevista exibida pelo Fantástico, Leniel afirmou que não concorda com a decisão judicial e disse acreditar que a responsabilização aplicada à ex-esposa está distante da gravidade dos fatos.
Durante a conversa, Leniel revelou que, no início das investigações, acreditava que Monique pudesse estar sendo manipulada ou até impedida de falar livremente. Segundo ele, a percepção mudou conforme surgiram provas, depoimentos e elementos reunidos ao longo do processo.
Para o pai de Henry, Monique continua omitindo informações importantes sobre as agressões sofridas pelo filho antes da morte. Ele afirma que a mãe tinha conhecimento da violência e falhou em proteger a criança, ponto que continua sendo central em sua indignação.
Monique Medeiros foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção por omissão diante das agressões sofridas pelo filho. Como já havia permanecido presa preventivamente durante parte do processo, a Justiça considerou a pena integralmente cumprida. Além disso, os jurados afastaram a acusação de homicídio doloso, enquanto o homicídio culposo acabou resultando em perdão judicial.
Já o ex-vereador Jairinho recebeu condenação de 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Ao comentar o resultado, Leniel fez duras críticas ao desfecho judicial e afirmou que não vê justiça no caso. Para ele, a decisão não impacta apenas a memória do filho, mas também envia uma mensagem preocupante sobre crimes cometidos contra crianças.
Cinco anos após a morte de Henry, o caso continua gerando forte comoção nacional e reacendendo debates sobre violência infantil, responsabilidade familiar, sinais ignorados de abuso e o papel das instituições na proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. O julgamento encerrou uma etapa jurídica importante, mas, para familiares e parte da opinião pública, ainda deixa questionamentos sobre responsabilidade, omissão e justiça.







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