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Lula critica nova taxação dos EUA, defende soberania brasileira e confirma participação no G7

por | jun 3, 2026 | Últimas notícias

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ministerial, no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania nacional, criticou a ameaça de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e reafirmou a aposta no diálogo diplomático durante reunião ministerial realizada nesta quarta-feira (3), no Palácio do Planalto.

Ao abrir a segunda reunião ministerial de 2026, Lula afirmou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma nação inferior diante das grandes potências.

“Esse país não adotará mais a política de vira-lata diante das grandes potências”, declarou o presidente aos ministros.

Lula destacou que o momento exige fortalecimento da democracia, do multilateralismo e da posição brasileira no cenário internacional. Segundo ele, o país precisa reagir diante do que classificou como tratamento inadequado por parte dos Estados Unidos.

A declaração ocorre após o governo brasileiro reagir à recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros. O governo federal divulgou nota criticando a medida e defendendo a posição brasileira nas negociações.

O presidente afirmou que o Brasil continua apostando no diálogo para tentar reverter as tarifas impostas desde julho de 2025.

“Ninguém pode dizer que o Brasil se negou a negociar com os Estados Unidos. Nós resolvemos construir uma narrativa para mostrar a insensatez da punição ao Brasil”, afirmou.

Lula também revelou surpresa com a possibilidade de novas taxas, lembrando que havia acordado pessoalmente com o presidente norte-americano Donald Trump um prazo de 30 dias para negociações entre representantes dos dois países.

Segundo o presidente, divergências entre integrantes das equipes econômicas e comerciais permanecem, mas o governo brasileiro continuará buscando entendimento diplomático.

Durante o encontro, Lula confirmou ainda que participará da próxima reunião do G7, marcada para acontecer no dia 15, na França. Inicialmente, segundo ele, não havia intenção de comparecer ao encontro.

“Eu nem ia ao G7. Agora eu vou. Porque é preciso alguém tentar colocar ordem nessa coisa que está acontecendo de desmonte do multilateralismo”, declarou.

Ao defender maior protagonismo internacional, Lula voltou a pedir mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU) e afirmou que fortalecer instituições multilaterais é fundamental para enfrentar os desafios globais.

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