A chamada “Lua Azul”, fenômeno astronômico raro que acontece a cada dois ou três anos, poderá ser observada neste domingo (31). Apesar do nome, a Lua não ficará azul. O termo é usado para definir a segunda Lua Cheia registrada no mesmo mês do calendário.
O fenômeno ocorre porque o ciclo lunar dura cerca de 29,5 dias. Assim, quando uma Lua Cheia acontece nos primeiros dias do mês, existe a possibilidade de outra fase cheia surgir novamente no fim do mesmo período, geralmente nos dias 30 ou 31.
Segundo o Observatório Nacional, a Lua Azul deste ano também será uma microlua. Isso acontece porque o satélite estará no apogeu, ponto mais distante da Terra em sua órbita. Nessas condições, a Lua pode parecer cerca de 12% menor e até 25% menos brilhante em comparação com uma superlua.
Mesmo assim, a diferença visual costuma ser discreta e a maioria das pessoas verá uma Lua Cheia aparentemente normal no céu.
O termo “Lua Azul” surgiu nos Estados Unidos e ganhou popularidade após uma interpretação publicada pela revista de astronomia Sky and Telescope, em 1946. Antes disso, obras britânicas do século XIX já utilizavam a expressão para descrever luas que aparentavam coloração azulada devido à presença de fumaça e partículas vulcânicas na atmosfera.
De acordo com a Nasa, em situações raras, partículas suspensas no ar podem realmente alterar a tonalidade da Lua, deixando-a azulada. No entanto, isso não está relacionado diretamente ao fenômeno deste domingo.
A previsão é que a Lua Azul tenha boa visibilidade em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. Especialistas recomendam observar o fenômeno logo após o pôr do sol, em locais afastados da poluição luminosa para uma melhor experiência.
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