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Juiz mantém prisão de instrutores e afirma que morte em salto foi “risco assumido”

por | jun 15, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal manteve a prisão dos três instrutores envolvidos na morte de uma jovem durante a prática de rope jump em São Paulo e afirmou que o caso não foi acidente, mas sim a “concretização do risco criado por eles”.

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Os réus — identificados como Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves — foram apontados como responsáveis pelo salto que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, após queda de aproximadamente 40 metros na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Na decisão, o magistrado destacou que a morte ocorreu porque os instrutores aceitaram e criaram o risco da atividade sem as condições de segurança necessárias.

“O resultado morte não foi um mero acidente, mas a concretização do risco que eles voluntariamente criaram e aceitaram correr”, escreveu o juiz.

Segundo a decisão, também há preocupação com a possibilidade de reincidência, já que os envolvidos realizavam atividades de forma habitual e sem regulamentação adequada. O juiz citou ainda que havia divulgação de eventos com novas atividades programadas, o que reforçaria o risco de repetição.

O caso ganhou repercussão após a jovem participar da atividade pagando por um salto com registro em vídeo. Durante o procedimento, as cordas de segurança não teriam sido fixadas corretamente, o que resultou na queda fatal.

A morte de Maria Eduarda gerou grande comoção e reacendeu o debate sobre a fiscalização de esportes radicais e atividades de alto risco oferecidas ao público sem regulamentação formal.

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