A deputada federal Erika Hilton e a organização de direitos digitais Ctrl+Z acionaram o Ministério Público Federal e o Ministério da Justiça para pedir investigação sobre um recurso de mapa do Instagram que mostrava localizações em tempo real.
A ferramenta, lançada pela Meta na última quarta-feira (10) e retirada do ar poucas horas depois, permitiria o compartilhamento de localização entre usuários. Segundo a empresa, o recurso foi disponibilizado “por acidente” e já foi suspenso no Brasil.
Em nota, a Meta afirmou que o “Mapa do Instagram” não está mais acessível no país e que usuários brasileiros não podem compartilhar ou visualizar localizações por meio da funcionalidade.
A deputada e a entidade alegam que o recurso pode violar direitos de privacidade e proteção de dados, além de configurar práticas consideradas “dark patterns”, que induzem o usuário ao compartilhamento sem pleno consentimento.
Os pedidos enviados aos órgãos públicos também citam riscos à segurança, especialmente para mulheres, crianças e idosos, caso a localização em tempo real seja exposta.
A Ctrl+Z ainda questiona como a ferramenta foi ativada e se houve coleta ou armazenamento de dados durante o período em que esteve disponível.
Os órgãos responsáveis ainda não têm prazo definido para analisar os pedidos. O Ministério da Justiça informou que o caso está sob avaliação, enquanto o Ministério Público Federal ainda não se manifestou.
0 comentários