Durante participação no podcast Mano a Mano, Lula relembra cenário deixado por Bolsonaro e critica “destruição proposital” de políticas públicas
Durante conversa com o rapper Mano Brown no podcast Mano a Mano, publicada nesta quinta-feira (19/6) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) traçou um paralelo entre a destruição causada pela guerra na Faixa de Gaza e o cenário que encontrou no Brasil após o governo de Jair Bolsonaro (PL). A entrevista foi gravada no último domingo (15/6).
“Às vezes olho para Gaza e imagino o Brasil depois do governo Bolsonaro”, afirmou Lula. Segundo ele, ao assumir o cargo em 2023, encontrou o país em “estado de terra arrasada” por conta de uma “destruição proposital” promovida por seu antecessor. O petista acusou o ex-presidente de enfraquecer pastas estratégicas, como cultura e educação, com o objetivo de dificultar a organização social. “O presidente não gostava de nenhum ministério que poderia ser uma alavanca de organização da sociedade. Para que cultura, se cultura politiza a sociedade?”, disse.
Veja as fotos
Abrir em tela cheia

Presidente Lula durante discurso ironizou interrogatório de Bolsonaro no STFReprodução: Canal Gov

Reprodução/PR

Reprodução/Band

Discurso de Lula em Paris nesta quinta-feira (5/6) foi repleta de críticas a Bolsonaro e avisos sobre a regulação das redes sociaisReprodução: YouTube/Canal Gov
Lula também afirmou que o governo anterior “negava a democracia” e reforçou que a tarefa atual é reconstruir as instituições e políticas públicas desmanteladas.
O atual presidente tem criticado de forma recorrente a ofensiva militar de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza, classificando a situação como genocídio e pedindo reformas no Conselho de Segurança da ONU. Em maio, ao lado do presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou que a estrutura das Nações Unidas “não pode ser a mesma de 1945”, diante das crises atuais.
Na cúpula do G7, o presidente brasileiro voltou a condenar os ataques em Gaza: “Nada justifica a matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças e o uso da fome como arma de guerra”.










0 comentários