O Corinthians voltou a registrar atraso no pagamento dos salários do elenco profissional e da comissão técnica, ampliando a crise financeira que o clube enfrenta na temporada.
Os vencimentos referentes ao mês de maio, que deveriam ter sido pagos até o último sábado, ainda não foram quitados e não têm previsão oficial de regularização. Internamente, a diretoria trata o caso como prioridade e trabalha com a expectativa de resolver a situação ainda nesta semana.
Este é o segundo mês consecutivo de atraso. Em abril, os salários também foram pagos fora do prazo, com atraso de cinco dias, embora o clube tenha mantido em dia a folha de pagamento de outros funcionários, concentrando o problema apenas no futebol profissional.
Crise financeira e risco no mercado
Além dos atrasos salariais, o Corinthians também enfrenta uma série de pendências que podem resultar em novas punições da FIFA, conhecidas como “transfer ban”, que impedem o clube de registrar novos jogadores.
O clube já está sob punição por uma dívida de cerca de US$ 2 milhões com o Philadelphia Union, relacionada à contratação do volante José Martínez.
Outro débito relevante é com o Talleres de Córdoba, em torno de US$ 7 milhões, referente à contratação do meia Rodrigo Garro. A diretoria tenta viabilizar um empréstimo para quitar a dívida dentro do prazo estabelecido.
Há ainda uma terceira condenação envolvendo o FC Midtjylland, com valor aproximado de 800 mil euros, ligada à contratação do volante Charles.
Dificuldades na captação de recursos
Segundo apuração, o principal entrave para o clube conseguir recursos está nas garantias exigidas por instituições financeiras para liberar novos empréstimos. O Corinthians tenta avançar em uma operação estruturada, mas ainda enfrenta dificuldades para viabilizar os termos exigidos pelos credores.
A situação coloca o clube sob pressão imediata, já que parte das dívidas tem prazos curtos e pode resultar em novas restrições no mercado de transferências caso não sejam quitadas.






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