Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15) mostra que o senador Flávio Bolsonaro registrou aumento em sua taxa de rejeição entre os eleitores. O percentual passou de 50% em maio para 52% em junho. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve o índice de rejeição em 47%.
Segundo o levantamento, é a maior diferença da série histórica entre os dois pré-candidatos, com cinco pontos percentuais separando os índices de rejeição. Nas duas primeiras rodadas da pesquisa, Flávio aparecia com 48%.
O estudo também apontou uma melhora na avaliação do governo federal. Pela primeira vez na série, a aprovação da gestão Lula superou numericamente a desaprovação, embora dentro da margem de empate técnico. Atualmente, 48% dos entrevistados aprovam o governo, enquanto 47% desaprovam. No levantamento anterior, os números eram inversos: 47% de aprovação e 48% de desaprovação.
Rejeição por gênero
Entre os homens, Lula registra rejeição de 53%, enquanto entre as mulheres o índice cai para 41%.
Já Flávio Bolsonaro é rejeitado por 56% do eleitorado feminino e por 48% do masculino, indicando uma diferença significativa de percepção entre os gêneros.
Potencial de voto
A pesquisa também mediu o grau de fidelidade do eleitorado. Entre os entrevistados:
- 25% afirmam que Flávio Bolsonaro é o único candidato em quem votariam;
- 20% dizem que poderiam votar no senador.
No caso de Lula:
- 38% afirmam que ele é o único candidato em quem votariam;
- 14% dizem que poderiam votar no presidente.
Diferenças regionais
Os índices de rejeição variam conforme a região do país:
Norte
- Lula: 53%
- Flávio Bolsonaro: 43%
Nordeste
- Lula: 31%
- Flávio Bolsonaro: 64%
Sudeste
- Lula: 52%
- Flávio Bolsonaro: 50%
Centro-Oeste
- Lula: 53%
- Flávio Bolsonaro: 43%
Sul
- Lula: 55%
- Flávio Bolsonaro: 46%
Outros nomes avaliados
Entre os demais pré-candidatos testados, o maior índice de rejeição foi registrado por Aécio Neves, com 62%.
Também aparecem na pesquisa:
- Ronaldo Caiado: 37% de rejeição;
- Romeu Zema: 39%;
- Renan Santos: 36%;
- Joaquim Barbosa: 36%;
- Cabo Daciolo: 46%;
- Augusto Cury: 35%.
O levantamento reforça a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro no cenário eleitoral de 2026, ao mesmo tempo em que indica mudanças graduais nos índices de aprovação do governo federal e na percepção dos eleitores sobre os principais nomes da disputa presidencial.
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